terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Julio Severo ou Fábio Ribas – uma resposta (artigo em versão ARA)

Há certo tempo, deparei-me com mais um texto polêmico do apológico Julio Severo, intitulado “Renato Russo ou Ana Paula Valadão?”. Um texto que precisa ser avaliado, principalmente porque, mais uma vez, o autor acerta o alvo e expõe as mazelas e idiossincrasias do ainda muitíssimo imaturo e circunscrito movimento calvinista no Brasil. 

Talvez, antes de continuar este artigo, eu deva apresentar abertamente o que penso de Julio Severo. Então, eu devo dizer que cobeligero ao lado dele no apoio a Israel, mas não pelos mesmos motivos de Julio e isso se explica porque temos teologias diferentes. Também discordo compreensivelmente de seu pentecostalismo, de suas “visões”, “revelações” e outras questões defendidas por ele. Digo “compreensivelmente”, porque entendo que Julio está sendo coerente com suas premissas. E creio que esse é o ponto que me leva a escrever este texto: entre outras questões de seu artigo que posso considerar secundárias, o cerne da denúncia que o Julio faz é que os calvinistas citados por ele (além de tantos outros Brasil afora) simplesmente são incoerentes com a sua própria teologia. Mas em qual ponto somos incoerentes? Será na música que ouvimos? Será na música que não ouvimos? Será nas novas “revelações” que não cremos? Será nos “sonhos e visões” dos quais nos acautelamos? É preciso discernir especificadamente qual o ponto nevrálgico do texto de Julio, caso queiramos um calvinismo no Brasil que traduza o melhor que esta tradição tem a oferecer à Igreja Evangélica em nosso país. Portanto, eu creio que certos calvinistas brasileiros precisam sair de suas torres de marfim e ouvir com atenção o que o Julio está falando sobre nós. Sigamos portanto. 

Como já disse, Julio Severo é um homem coerente com seus valores e com os pressupostos que dão origem tanto a esses valores como aos seus textos publicados na internet. E esta coerência do Julio o leva a perceber a incoerência dos que se dizem cristãos, mas vivem em evidente prática de vida contrária aos valores mais caros do Evangelho, por isso indaga-se Julio: como pode um ministro da Palavra de Deus, um líder que tem sobre seus ombros a responsabilidade de orientar espiritualmente suas ovelhas, recomendar a estas que escutem um declarado defensor da causa gayzista? Ora, sejamos honestos e nos vejamos com os olhos do Julio, que, na verdade, expressa a opinião de milhares de outros cristãos brasileiros sobre o que seriam s tais calvinistas. Julio também traz o fato que esse mesmo ministro da Palavra de Deus execrou uma conhecida cantora gospel por suas músicas pentecostais (e eu mesmo não vou esquecer das estranhas posturas da tal cantora como engatinhar como leão, ter sonhos com botinhas de pitom, etc), mas, evidentemente, nada disso é o ponto profundo no qual Julio quer, de fato, tratar. Estas questões foram apenas a “captação” que nos chamaria a atenção à real tese de Julio contra aquele grupo de calvinistas que ele denunciou em seu texto.  

A denuncia de Julio é outra, portanto. Ela se revela quando ele mostra que o problema com calvinistas como Fábio Ribas e tutti quanti não é apenas uma questão de abordagens teológicas diferentes e de pressupostos e hermenêuticas divergentes, mas, direi mais uma vez, o problema é que aquela turma dos calvinistas não são coerentes com a própria teologia que afirmam seguir! Em outras palavras, concordemos ou não com a teologia do Julio e da Ana Paula Valadão, estes ao menos estão sendo coerentes com aquilo que pregam. E creio que é aqui a ferida exposta pelo Julio e que certos calvinistas brasileiros que tem se destacado na blogosfera fariam muito bem se conseguissem se despir de seu corporativismo, de suas agressões verbais e de sua altives intelectual e percebessem os argumentos apresentados por Julio. Ele não é o único que pensa isso sobre aquele grupo de calvinistas e, se queremos realmente nos comunicar com nossa cultura brasileira, precisamos, então, aprender a nos olhar com os olhos dos outros e ver o que temos feito de errado em nossa comunicação do Evangelho. Olhemo-nos, portanto. 

O que é o calvinismo brasileiro? Ora, o que o Julio apresenta ao seu leitor como calvinismo é o que este movimento mostrou como frutos tanto na Europa como nos EUA e, agora, na chamada “América Latina” e, especialmente, no Brasil. Os países da Europa que outrora foram calvinistas hoje são pós-cristãos. Alguém aqui poderia argumentar que a culpa disso não é do calvinismo, mas da teologia liberal, contudo, foi em ambiente calvinista que nasceu a teologia liberal e suas sandices e, ao menos, caberia ao calvinismo uma resposta à altura às heresias modernas tanto do liberalismo teológico como do marxismo. Todavia, o calvinismo não foi apenas ineficaz em ensinar e influenciar aquela cultura, como, também, viu muitos dos seus próprios teólogos sucumbirem aqueles inimigos.

Assim como ocorreu entre os calvinistas europeus e americanos, a teologia liberal também seguiu fazendo festa e estrago no hemisfério sul. O que Julio vê nos Estados Unidos é a liberalíssima denominação Presbiteriana que começou ordenando mulheres e, agora, gays também! E, sinceramente, aos que olham de fora, pouco importam as diferenças entre as denominações presbiterianas lá de fora e as diversas e independentes denominações existentes no Brasil (IPB, IPC, IPU, etc). O fato é que, um dia, o nascedouro de todas elas foi o mesmo: o calvinismo que abraçamos como sendo a melhor interpretação das Sagradas Escrituras.

O que Julio indaga com sinceridade é como que uma teologia de gigantes como João Calvino, John Knox, Jonathas Edwards, os Puritanos, Spurgeon, Francis Schaeffer entre tantos outros, agora, resume-se miseravelmente a ridicularizar o pentecostalismo, que, gostemos ou não, é um viés interpretativo de irmãos em Cristo que são usados para pregar o Evangelho (eu mesmo e minha esposa viemos de Igrejas Pentecostais). Mas, ainda assim, não é este o ponto central do artigo do Julio. O que o surpreende não é tão somente a oposição de certos calvinistas ao pentecostalismo no Brasil (até porque há calvinistas não-cessacionistas e há os neo-calvinistas também, grupos de calvinistas que tem sido criticados em sua própria casa por possuírem certas características pentecostais), então, o que Julio Severo realmente quer discutir em seu artigo é acertadamente o casamento histórico de um certo calvinismo com o esquerdismo em suas mais diversas vertentes anti-cristãs, antropocêntricas e humanistas! 

O que Julio vê é que a chamada “América Latina” abraçou a teologia liberal, pagã e pós-cristã por meio de líderes cultuados como o católico Leonardo Boff e os ex-ministros presbiterianos calvinistas Rubem Alves e Caio Fábio. Forjaram-se aqui no Brasil a partir destes líderes toda a turma do “Evangelho Integral”, Missão Holística” ou qualquer outro nome que você queira dar a essa coisa que apenas valorizou o que não era cristão e promoveu a absorção dos liberalismos teológico e moral nos quais, agora, nossa geração está atolada. Embora eu saiba que há uma multidão de ingênuos bem intencionados nesta pregação do Evangelho Integral, devo dizer que seus líderes e mentores de ontem sabiam muito bem o que estavam fazendo e onde queriam chegar. E chegaram! Prova disto é a revolução cultural da esquerda na América do Sul e no Brasil implantando sua ideologia abortista, gayzista, imoral e perversa em seus planos de descristianização da nossa cultura à semelhança do que ocorreu na Europa e ocorre hoje nos Estados Unidos. Enfim, estes são os frutos que o Julio Severo vê da árvore calvinista. Estaria ele errado? Talvez estivesse errado se ele apresentasse suas acusações de maneira generalizada, mas, pelo contrário, ele chama seus denunciados pelo nome exatamente porque ele sabe que há exceções no calvinismo. Em outras palavras, o calvinismo não é isso que alguns calvinistas midiáticos (e casados com o liberalismo e o esquerdismo) tem apresentado à população brasileira. O problema é que esses que foram citados no artigo de Julio tem um poder enorme para moldar as mentes de tantos desavisados, pensa Julio.

Será que nós calvinistas não vamos parar de olhar para o nosso próprio umbigo e, pelo bem do Evangelho, nos perguntarmos por que pessoas como o Julio nos veem assim? Continuaremos fechados em nossos círculos de amigos no facebook, ou em nossas sociedades na blogosfera, sem nos esforçarmos em ensinar fora do nosso arraial? É esta a imagem que queremos fixar na mentalidade de nossa cultura: teólogos discutindo uns com os outros acerca dos temas eternos, protegidos de dentro de nossas torres de marfim, como senhoras degustando seu chá das cinco, enquanto, na verdade, aparentam aos outros apenas que fofocam frivolidades?

O calvinismo que muitos midiáticos tem apresentado ao Julio e a tantos outros é um calvinismo debochado, irônico, seco, desamoroso e, por muitas vezes, vaidoso demais com os que não participam de nossa panelinha intelectual. Transformamos os outros em uma caricatura e os ridicularizamos e nem percebemos que, mais uma vez, estamos perdendo a chance de ensinar à cultura que nos cerca a razão de nossa fé. Mas, infelizmente, falta-nos o profundo desejo em ensinar, discutir, apresentar argumentos e se auto-criticar diante de irmãos que pensam diferentemente de nós e isso é um mal desse calvinismo que muitos tem apresentado na blogosfera (e fora dela também). Ou será que o máximo que o calvinismo consegue produzir é a liberdade para escutarmos Renato Russo, Bob Marley e Iron Maden? É isto o calvinismo? Seria isso o calvinismo de Abraham Kuyper? É esta a proposta da Reforma Calvinista? É isto que temos ouvido de Nancy Pearcey e tantas outras vozes que tem se esforçado em colocar o calvinismo para dialogar criticamente com a cultura na qual ele está inserido? Seria esse o Evangelho de Jesus Cristo? Precisamos ter a humildade de aproveitarmos a denúncia de Julio e nos olharmos neste espelho severo antes que seja tarde demais, porque os outros já estão ficando demasiadamente cansados de olharem para nós e ver as flagrantes contradições que temos com a teologia que nós mesmos pregamos. 

Julio Severo ou Fábio Ribas? Não me identifico nem com o pentecostalismo de um e nem com aquele calvinismo do outro, mas acredito que devemos abrir diálogo para a construção de uma Igreja mais madura em terra brasileira. Deus tenha misericórdia de todos nós! 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Minha mãe saindo da UTI (sobre aqueles dias...)

Papai e mamãe (atente ao detalhe atrás deles)
A lembrança mais remota que tenho da minha mãe se dá diante do espelho emoldurado por uma madeira amarela no quarto do nosso apartamento em Brasília. Era um quarto amarelo-laranja na verdade. Tudo amarelo-laranja, até um enorme urso cheio de bolinhas de isopor que o mantinham sentado. Mas a cena se dá com minha mãe deitada na cama ao lado desse espelho, vendo-me colocar a roupa após o banho. Como de costume, coloquei a cueca e, para dentro da cueca, a camisa. Quando já estava pronto para erguer minhas calça jeans e fechá-la, minha mãe fez a seguinte observação: “Fábio, quem veste roupa assim é mulher. Você é homem. Você deve colocar a blusa para fora da cueca! ...as suas irmãs é que colocam a camisa delas para dentro da calcinha...”. Parei, fiquei olhando por um tempo aquela minha camisa para dentro da cueca e, finalmente, me rendi às orientações de minha mãe. Desci a cueca e arrumei minha roupa.



Viviane, papai e Jeanine (minhas irmãs)
Não foi fácil para minha mãe me educar. Primeiro, porque meu pai viajava muito. Segundo, porque,  com a morte de meu pai aos meus oito anos de idade, ela teve que educar um menino sem modelo algum de homem dentro de casa. É óbvio que eu imitava minhas irmãs e a ela mesma em muitas outras questões diárias. Certamente, muitas delas, positivas.  Para dar um exemplo, uma vez, um amigo convidou-me à casa dele e depois de umas duas horas de muita conversa à mesa - conversa de homem -, ele grita diante dos outros colegas: “Ganhei”! Todos riram e os vi entregarem notas de dinheiro ao meu amigo, que completou: “Eu não disse? O Fábio não fala palavrão! Ganhei a aposta!”. Não fui criado em um lar cristão puritano – ao contrário. Mas o fato é que essa era uma das características que mais me marcaram socialmente e eu nem sabia o por quê. Eu não falava palavrão, porque, dentro de casa, minhas irmãs e minha mãe não falavam e, mesmo que eu aprendesse palavrões na rua, não os trazia para elas e nem tão pouco os assimilava. Enfim, na cultura dos meus amigos, palavrão era coisa de homem, mas eu estava sendo criado por mulheres e esta era uma das características da cultura singular da minha casa: mulheres que, antes de tudo, tinham como modelo de masculinidade meu pai, um homem raro, um homem educado, respeitoso e muito carinhoso com as três mulheres que o cercavam.



Por que estou contando tudo isso? Porque tive o privilégio, nestas últimas duas semanas, de servir um pouquinho a quem nunca dispensou esforços em me servir pela minha vida toda! Quando cheguei à UTI pelo domingo de manhã, dia 21 de outubro, vi minha mãe num estado assustador: deitada com a máscara de oxigênio naquele leito, os enfermeiros sobre ela, a respiração curta e acelerada, o diafragma quase em espasmo pelo esforço de puxar algum ar para dentro dos pulmões. Disse minha irmã que os olhos de minha mãe se iluminaram e se encheram de água ao me ver entrar. Eu mesmo nem dei conta de nada disso, porque a cena me chocou ao ponto de só pensar em como eu poderia ajudar. Ali mesmo, orei com ela, lendo um trecho da Palavra de Deus: “Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o Senhor. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro. Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha...” (Sl 40).  Naquele mesmo dia, retornei à tarde e minha mãe já estava visivelmente muito melhor. Minha mãe permaneceu uns seis dias na UTI geral e depois foi para uma “UTI particular” (um apartamento). Mais uns dois dias, foi para a semi-UTI e, ontem, ela já foi transferida para o apartamento fora da UTI. Esperamos que ela saia sábado do hospital.



Minha mãe linda!
Nestes dias de Hospital, fiquei alternando com minha irmã os cuidados com nossa mãe. Um tempo muito bom para estar perto dela, conversar mais sobre Deus e rir ainda mais com suas piadas. Quem conhece minha mãe sabe que boa saúde e deboche são sinônimos na vida dela. Ao vê-la começando a fazer piada da própria situação e contando piada dos enfermeiros,  tranquilizávamos o coração, pois era sinal que minha mãe estava voltando. 



Sobre palavrões? Sim, tem alguns anos que mamãe já coleciona os dela (e quem não guarda os seus para aqueles momentos em que palavras corriqueiras não conseguem dizer tudo aquilo que precisamos). Minhas filhas acham graça da vó toda vez que nos juntamos. A cada palavra mais pesada que minha mãe, porventura, profira, minhas filhas olham para mim e para a Lu com um olhar de cumplicidade compreensiva e sorrisinho amoroso, porque vó é vó e elas sabem muito bem que devemos respeitar os mais velhos mesmo que não concordemos com eles. Minha mãe está com 79 anos de idade. Diz minha irmã que, por causa da distância da morte de papai, minha mãe vem mudando aos pouquinhos. "Ela vem perdendo aquela influência do homem que foi papai, afinal já são mais de 30 anos sem ele", explica minha irmã.



Enfim, creio que somos assim mesmo: gente de carne e osso, cujas vidas são frágeis reticências num texto muito mais complexo escrito por Deus desde a eternidade. Sim, pessoas maravilhosas e repletas de defeitos também. É a beleza da imagem de Deus e a depravação do pecado – esta mistura que, em Cristo, espero,  um dia, se desfaça e surja apenas a glória, a maravilhosa glória de Deus manifestada plenamente em nós. Quero agradecer aos que estiveram junto comigo nesta semana, intercedendo junto ao Pai pela minha mãezinha. Muitíssimo obrigado!  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Bujari - nascida de antigos seringais

Bujari é um município que fica localizado no nordeste do Acre. Limita ao norte com o Amazonas, ao sul com o município de Rio Branco, a leste com o município de Porto Acre e a oeste com o município de Sena Madureira. Sua área é de 3 467,681 km².
A origem do seu nome está se deve ao seu comércio (Extrativismo Vegetal). Havia ali seringais chamados Bujari e que pertenciam ao Seringal Empresa fundado pelo cearense Neutel Maia, em 28 de dezembro de 1882. 

Bandeira
Brasão













O município do Bujari nasceu por causa da BR 364, que ligou a capital do Rio Branco ao município de Sena Madureira. A estrada passou por terras que abrigavam antigas famílias de seringueiros. Saiba mais. 

FONTE 
 
Assista ao vídeo abaixo: 

sábado, 8 de dezembro de 2012

A farsa venezuelana da gasolina mais barata

Em qualquer outro país, o motorista imaginaria que o frentista cometeu um erro.

“São 2,83 bolívares [US$ 0,66 centavos]”, diz Martin Andrade, depois de encher o tanque de 40 litros de um pequeno jipe Toyota.

Mas esse posto de gasolina fica no calorento e sufocante Estado de Zulia, no noroeste da Venezuela, onde a gasolina é a mais barata do mundo.

Os efeitos perversos da política venezuelana de gasolina barata podem ser vistos por toda parte no país. Carros beberrões de combustível, como Dardos da Dodge e Mavericks da Ford da década de 1970, povoam as estradas. Caracas, a capital, sofre com engarrafamentos terríveis. E o pior de tudo: essa política tornou o contrabando de gasolina um negócio multibilionário, pois um litro custa apenas cerca de US$ 0,02, um sétimo do preço na Arábia Saudita e 1/48 do preço na vizinha Colômbia.

O contrabando é particularmente fervilhante em Zulia, um reduto da oposição junto à fronteira com a Colômbia, que é também o berço da indústria petrolífera venezuelana. Esse é o lugar onde o presidente Hugo Chávez decidiu reprimir o contrabando, impondo um racionamento de gasolina mediante o uso de microchips embutidos em adesivos colados nos para-brisas dos automóveis.

Os moradores na cidade estão furiosos, especialmente porque a Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo. Eles veem a medida como punição por seu apoio à oposição no quadro das eleições presidenciais em 7 de outubro. “Não permitirei que continuem desrespeitando Zulia”, disse o governador do Estado de Zulia, Pablo Pérez, de oposição, recentemente, a simpatizantes.

Apesar disso, o governo está mantendo a impopular medida, numa tentativa de acabar com um negócio que, dizem especialistas, é mais rentável que o tráfico de drogas. No mês passado, em campanha em Zulia, Chávez disse que os opositores da política são defensores de “máfias e delinquentes”.

No passado, Chávez deplorou o baixo preço da gasolina venezuelana, mas pouco fez a respeito do que muitos venezuelanos veem como o seu direito inato. Um aumento inesperado dos preços nas bombas em 1989 provocou distúrbios em Caracas e, em última instância, a ascensão política de Chávez.

Mas a Venezuela não pode mais arcar com essa política de combustíveis. O país importa quantidades crescentes de gasolina dos EUA, pois a produção de suas próprias refinarias está em queda devido à falta de investimentos. Segundo algumas estimativas, a Venezuela consome 800 mil barris de petróleo por dia, dos quais cerca de 100 mil barris são contrabandeados para o exterior. O governo afirma estar perdendo US$ 8 bilhões por ano como resultado.

“Por que eles simplesmente não aumentam o preço?”, Diz Andrade, o frentista, mencionando a ironia de que a apenas algumas centenas de metros de distância, a Venezuela fez sua primeira descoberta de petróleo, em Cabimas, em 1922.

Embora o governo ainda não tenha decidido quais serão os limites para o consumo em Zulia, o sistema está em vigor há um ano no vizinho Estado de Táchira, com um teto de 42 litros diários. Isso resultou num declínio de 40% nas vendas de gasolina, diz o governo.

No entanto, Ada Rafalli, uma vereadora da oposição em Maracaibo, diz que os habitantes de Zulia estão sendo punidos por incompetência do governo. “É a política de fronteira do governo que está falhando. Eles sabem quem são os traficantes”, diz ela, sugerindo que a guarda nacional está envolvida.

“Se eles querem impedir o contrabando de gasolina, o racionamento não é o caminho certo”, acrescenta Jhon Merino, frentista em um dos poucos postos de gasolina em Maracaibo, onde o sistema de chips já foi implantado. Ele diz que os contrabandistas já estão fazendo acordos com as distribuidoras dos chips e que, de qualquer maneira, os carros não são o principal problema, pois a maior parte do combustível é contrabandeada de caminhão ou de barco.

Membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), de Chávez, contestam enfaticamente essas acusações. “É uma campanha de manipulação e mentiras da oposição que visa gerar medo e insegurança durante a campanha eleitoral, porque estão em desvantagem nas pesquisas”, diz Henry Ramirez, um vereador do PSUV em Maracaibo.

Jesús Esparza, reitor da Universidade Rafael Urdaneta, em Maracaibo, diz que os preços da gasolina precisam subir, para acabar com o contrabando. “Estamos nos fechando como uma cidade medieval. Não podemos ser um país murado. Não há muros que possam deter a economia.”


Leia também:

Plano chavista de racionamento de gasolina provoca polêmica

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

LASTIMÁVEL DESCASO NO NORDESTE DO MATO GROSSO: Moradores fecham rodovia e o clima é tenso na região

Laura Nabuco
Da Reportagem

No último dia de prazo para desocupação voluntária dos 165 mil hectares demarcados como território indígena Maraiwatséde –propriedade dos Xavantes -, produtores rurais da Gleba Suiá Missú voltaram a bloquear a BR-158 na altura do distrito de Posto da Mata.

O objetivo é tentar impedir o acesso das tropas do Exército e Força Nacional que se concentram em Alto Boa Vista (distante 1.064 quilômetros de Cuiabá).

Os responsáveis pela “força-tarefa” de desintrusão se aproximaram do bloqueio anteontem, mas não fizeram nenhum contato com os manifestantes. O monitoramento tem sido principalmente pelo ar, com um helicóptero que às vezes sobrevoa o povoado.

Desde a última segunda-feira (3), caminhões e máquinas que auxiliarão o trabalho de retirada dos resistentes chegam ao município. Até agora, contudo, apenas quem trabalhava como assalariado optou por deixar o distrito. Eles perderam o emprego porque nem o comércio, nem as fazendas têm mantido as atividades.

O ano letivo também terminou mais cedo em Posto da Mata. As três escolas instaladas no distrito anteciparam para ontem as férias dos alunos, que só deveriam ter início no próximo dia 21.

As aulas já vinham sendo interrompidas e retomadas a cada desdobramento das negociações. A última paralisação havia ocorrido no dia 17 do mês passado, quando se iniciaram as notificações das pessoas que residem em Posto da Mata, área considerada a mais urbanizada dentro dos 165 mil hectares, alvo de litígio.

Criadores de gado têm encontrado dificuldade para transferir os rebanhos. Eles não têm para onde levar os animais. Quem tenta vendê-los esbarra em outras dificuldades: o preço e a burocracia.

Os compradores têm oferecido valores abaixo do mercado por conhecer a situação que os fazendeiros enfrentam. Quando o negócio é fechado surge o problema do prazo para emissão da guia de transporte dos bovinos, documento que demora em média 45 dias para ficar pronto.

Como a maioria das propriedades rurais possui pelo menos 200 hectares, a oferta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para assentamento não atrai. A autarquia disponibilizou 35 hectares por família. Além disso, as lavouras estão recém plantadas ou aguardando o período de colheita.

Apesar da Polícia Federal ter declarado em relatório que o clima é de “resignação” na área, as afirmações no distrito são de resistência. Não se fala abertamente sobre luta armada, mas a possibilidade de uma tragédia também não é descartada.

Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), existem aproximadamente 450 famílias dentro da reserva. A Associação dos Produtores Rurais da Gleba Suiá Missú (Aprosum), por sua vez, garante que são mais de cinco mil pessoas. 


Saiba mais:

Denúncia - Conflito na Região do Araguaia causada por confusão da FUNAI

 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Johnny cash - God's gonna cut you down

Deus o Reduzirá

Você pode correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá

Vá dizer para aquele mentiroso de lingua comprida
Vá dizer para aquele cavaleiro da meia-noite
Diga ao vagabundo, ao jogador, ao trapaceiro
Diga a eles que Deus os reduzirá
Diga a eles que Deus os reduzirá

Bom, meu gracioso Deus, deixe-me lhe dizer as notícias
Minha cabeça tem sido molhada com o orvalho da meia noite
Estive de joelhos falando com o homem da Galiléia
Ele falou pra mim numa voz tão doce
Eu pensei que ouvi o arrastar dos pés dos anjos
Ele chamou meu nome e meu coração ficou parado
Quando ele disse "John, vá fazer minha vontade"

Vá dizer para aquele mentiroso de lingua comprida
Vá dizer para aquele cavaleiro da meia-noite
Diga ao vagabundo, ao jogador, ao trapaceiro
Diga a eles que Deus os reduzirá
Diga a eles que Deus os reduzirá

Você pode correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá

Bom, você pode atirar a sua pedra e esconder sua mão
Trabalhar na escuridão contra seu colega
Mas tão certo como Deus fez o preto e o branco
O que está encolhido na escuridão será trazido à luz

Você pode correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Correr por um longo tempo
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá
Mais cedo ou mais tarde Deus o reduzirá

Vá dizer para aquele mentiroso de lingua comprida
Vá dizer para aquele cavaleiro da meia-noite
Diga ao vagabundo, ao jogador, ao trapaceiro
Diga a eles que Deus o reduzirá
Diga a eles que Deus o reduzirá
Diga a eles que Deus o reduzirá

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Denúncia - Conflito na Região do Araguaia causada por confusão da FUNAI

CANAL RURAL: Em São Félix do Araguaia (MT) não há conflito entre produtores e indígenas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Notícias Agrícolas // Kellen Severo/ Fernanda Custódio   
Repórter do Canal Rural esteve no Posto da Mata (São Félix do Araguaia, MT), e mostra que ali não há conflito entre produtores e os índios xavantes. A desapropriação das terras das 7 mil pessoas que ali vivem é somente uma exigência dos burocratas da Funai.

Audiência Pública realizada no Posto da Mata região de São Félix do Araguaia (MT) reuniu mais de 1000 produtores na quinta-feira (22).  Objetivo é achar uma alternativa para a determinação do Ministério Público com a FUNAI de que 7000 produtores deixem suas terras até o dia 5 de dezembro, que será ocupada por tribo de índios xavantes.

Segundo os relatos do repórter do Canal Rural, Sebastião Garcia, na região não há conflito entre os produtores e indígenas. A desapropriação das terras dos produtores seria uma exigência da fundação.

 “A mobilização é muito pacífica tem muitos agricultores e índios também. O cacique afirma que os índios nem fazem tanta questão das terras”, disse o repórter. Caso mobilizou deputados e ontem foi anunciada a criação de uma Comissão Externa que irá buscar solucionar o impasse.

Brasiléia (antiga Brasília)

Brasileia é um município brasileiro localizado no sul do estado do Acre. Sua população em 2010 era estimada em 21 398 habitantes. Sua área é de 3.916,507 km² (5,46 h/km²). 

Localizado a 237 km ao sul de Rio Branco, na fronteira com a Bolívia, tem limites com os municípios de Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri.

Apesar de instituída como área de livre comércio, a mesma ainda não foi regulamentada. Atualmente, registra-se forte dependência comercial com o vizinho município boliviano de Cobija, contrariando o ocorrido em décadas passadas, quando o fato era o inverso.
Brasiléia se originou de uma pequena faixa de terra, a partir de um antigo Seringal Carmen, em 3 de Julho de 1910, usando o nome de Brasília.

Posteriormente, em 1943, o nome da cidade foi mudado, para não ser confundida com a nova capital federal. Recebeu uma nova denominação, derivada da união das palavras Brasil (Bras) e Hiléia (floresta), utilizada até hoje.

Em 1992, a cidade teve sua área dividida, toda a área e população localizados na margem direita do Rio Acre, originou o município de Epitaciolândia.

A economia da cidade vem sofrendo uma grande perda, pela falta de fiscalização e os baixos preços da Bolívia comparados com os do Brasil, e não são só consumidores que estão se voltando a economia Boliviana, mas empresários para a zona livre de comércio de Cobija (a capital do departamento de Pando e da província de Nicolás Suárez). A cada dia novos estabelecimentos e empresas são construídos por brasileiros, que moram nas cidades vizinhas de Epitaciolândia, Brasileia e até quem reside na capital Rio Branco, está investindo nas terras bolivianas. A fronteira desprotegida dos dois países é também passagem para o tráfico de drogas, armas, combustíveis, e mercadorias.


PONTE LIGANDO BRASILÉIA À CIDADE BOLIVIANA DE COBIJA
 As atividades econômicas encontram-se praticamente paralisadas, sua agricultura é tradicional, a indústria dá lentos sinais de recuperação, com a instalação de uma beneficiadora de leite, que permitirá abastecer mercados como Epitaciolândia e Cobija (Bolívia); algumas serrarias e fábricas de móveis, no setor de prestação de serviços estão completamente paralisadas. A pecuária possui um efetivo considerável, principalmente de gado de corte. Existe grande potencial para o ecoturismo, precisando apenas de maior divulgação de seu potencial.

Atualmente a cidade de Brasileia não conta com uma infraestrutura hoteleira e de restaurantes capaz de atender ao fluxo de turistas que fazem compras na zona franca de Cobija, principalmente nos finais de semana.

sábado, 24 de novembro de 2012

O sentimento de solidariedade comunitária nos EUA (Olavo de Carvalho)

1. Os americanos são as pessoas que mais contribuem para as causas de caridade do mundo.

2. Os EUA são o único país onde as contribuições individuais das pessoas para causas de caridade supera a ajuda total do governo.

3. Entre os 12 povos que mais dão contribuições voluntárias - EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália, África do Sul, Irlanda, Holanda, Cingapura, Nova Zelândia, Turquia, Alemanha e França -, as contribuições americanas são mais que o dobro do vice-campeão (UK). Se algum sabidinho deseja diminuir a importância desses números, alegando que "dão mais, porque eles são mais ricos", é melhor que ele esqueça: as contribuições não são classificadas em números absolutos, mas em percentagem do PIB. Americanos simplesmente tiram mais do seu próprio bolso para ajudar aos pobres e aos doentes, mesmo em países inimigos. As muito solidárias Rússia e China nem sequer entram na lista.
 
4. Americanos adotam mais crianças órfãs - inclusive de países inimigos - do que todos os outros povos do mundo somados.

5. Os americanos são os únicos que, em todas as guerras que lutam, reconstroem a economia do país derrotado, mesmo ao custo de torná-lo um concorrente comercial e um poderoso inimigo no campo diplomático. Compare o que os EUA fizeram na França, Itália, Alemanha e Japão, com o que a China fez no Tibete, ou a Rússia fez no Afeganistão (...).

6. Os americanos não oferecem apenas o seu dinheiro aos pobres e necessitados. Eles dão do seu tempo na forma de trabalho voluntário. O trabalho voluntário é uma das instituições mais antigas e mais sólidas dos americanos. Metade da população americana dedica o seu tempo a trabalhar de graça para hospitais, creches, orfanatos, prisões, etc. Quais outros povos no mundo tem feito da compaixão ativa um elemento essencial do seu estilo de existência?

7. Além disso, o valor atribuído pela sociedade americana às obras de generosidade e compaixão é tal que nenhum figurão em finanças ou indústria pode esquivar-se do dever de fazer imensas contribuições anuais para universidades, hospitais, etc, porque se ele se recusar a fazê-lo, ele será imediatamente desclassificado da condição de cidadão honrado ao de inimigo público.

FONTE 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sobre os falsos herois (José Fighera Salgado)


A canção "Sobre Falsos Heróis" é um manifesto abertamente e radicalmente anti-socialista. Nesta música procuro dizer, sem meias palavras, o que é de fato o socialismo, que abrange tanto as correntes marxistas-leninistas quanto outras formas de socialismo não-marxista, e porque ele causou e ainda causa tanto mal aos povos do mundo (José Figuera Salgado).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A farsa integral de Ariovaldo Ramos - série Vale a pena ler de novo (I)

Escrito por Edson Camargo 

Defender o MST, trabalhar para os interessados num governo mundial, louvar Hugo Chávez, e depois de anos de apoio sistemático ao PT, o partido pró-aborto, pró-gayzismo e pró-FARC, não ser capaz de se retratar diante da igreja brasileira. Esse é o "cristianismo" que Ariovaldo Ramos e asseclas chamam de "missão integral".

"Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito." Abraham Lincoln

O que dizer de alguém que, dizendo-se cristão, apoiou, defendeu e integrou um governo aliado em escala continental com terroristas e narcotraficantes, fazendo da corrupção, da chantagem e da arapongagem, método de gestão, trabalhando em prol do lobby gay, do aborto, e da ruptura do pouco que restou do legado judaico-cristão no estamento jurídico brasileiro?

E mais: foi até Caracas prostrar-se ante Hugo Chávez, calou-se a respeito das dezenas (tenho a lista) de escândalos lulo-petistas, e não disse um "a" contra estripulias totalitárias como o montruoso PNDH-3, a Confecom, a Conferência de Segurança Pública, forjadas puramente para que os novos sovietes - as ONG´s cooptadas e os tais "movimentos sociais" -, driblem as instituições e acelerem o processo de cubanização do Brasil.

Sim, excetuando a idolátrica visita ao psicopata venezuelano, este é o caso de muitos cristãos do Brasil. Mas agora refiro a um em particular, que usa a teologia para injetar velhos sofismas socialistas na mente de centenas de incautos: meus prezados, cuidado, pois agora estamos lidando com Ariovaldo Ramos.

E aí, já deu uma olhada no Google Images? Não, ele não é irmão do Jorge Aragão, ao menos até onde se sabe. O samba dele, como vocês já vão constatar, é o do comunista doido. Ou não é doido quem, quando encurralado por cristãos anticomunistas diz: "não sou pró aborto, não sou pró gayzismo, seja lá o que isso signifique", mesmo manifestando-se satisfeito porque "cumprindo a lei, o aborto foi realizado", no polêmico episódio do estupro da menina de nove anos em Pernambuco, em artigo publicado no site das "comunidades de base" de Minas Gerais?

Vamos a alguns trechos do artigo de Ariovaldo Ramos:
Aqui a questão: quem deve ser protegida, nesse caso, é a menina. Estamos diante do principio estabelecido por Jesus Cristo. Desta feita, o sujeito de direitos é a menina. O sagrado direito à vida por que luta a Igreja Romana e todos nós, agora, tem de ser invocado para proteger a menina aviltada em seu direito à infância e à dignidade. É à menina que está, primariamente, sendo negado o direito à vida.

Lamentavelmente, este é um caso em que não é possível proteger a todos. Choramos pelos inocentes que não puderam vir, mas Deus entende que estamos a resgatar a inocente que já está entre nós.

Perceberam o nível da "argumentação"? Para preservar a vida da menina, mata-se o filho vindouro. Não se cogita a hipótese de dar assistência psicológica à nova gestante, nem preservar o nascituro. Levar em consideração a biologia (pois só engravida que está apta fisicamente para gerar), nem pensar... Importante é que "cumpriu-se a lei". Se matar um nascituro inocente para que a lei seja cumprida está correto, distorcer as Sagradas Escrituras para endossar o aborto não é nada demais, não é mesmo? E mentir no site dos conservadores, então, o que seria? Ora, os conservadores...

A trajetória burlesca de Ariovaldo Ramos ainda tem outros marcos lamentáveis. Ele foi presidente da Visão Mundial, uma ONG que recebe dinheiro da fina flor da máfia globalista: as bilionárias Rockefeller, Bill & Melinda Gates e Ahmanson Foundation. "Diga-me quem te patrocina, e te direi quem és". Bem, essas fundações patrocinam grupos abortistas, gayzistas, feministas, ambientalistas, indigenistas, etc. Fortalecer uma organização como a Visão Mundial, tida como cristã, para essa elite que sonha com um governo mundial, é um prato cheio: "oba, nada melhor do que cooptar cristãos, os que mais podem nos atrapalhar no futuro". E lá estava Ariovaldo Ramos, peça chave no esquema todo.

A facção terrorista MST também mora no coração de Ariovaldo. Todo orgulhoso, ele conta num artigo que "foi convidado" para os 25 anos do braço armado do PT. Claro, é da turma. Também foi "conselheiro" da fanfarronada chamada "Fome Zero".

Sem o menor pudor, cita o livro do profeta Amós como se estivesse citando Marighella. Como se uma ideologia com seus três séculos de matanças e mentiras fosse a mais pura expressão dos princípios milenares da fé judaica e da fé cristã. Como se não fosse o próprio Cristo quem tivesse comparado tantas vezes o Reino de Deus como uma vinha e seus lavradores, uma pedra preciosa pela qual um homem vende tudo o que tem para obtê-la, ou às dez virgens, das quais cinco prudentes, que não compartilharam seu óleo com as cinco incautas.

Se depois dessas analogias do próprio Senhor Jesus restar ainda alguma dúvida quanto à legitimidade do livre mercado, da propriedade privada, e das mútuas responsabilidades na relação entre patrões e empregados, na "parábola dos dez talentos" Jesus Cristo esclarece tudo, usando fatos do cotidiano, da vida econômica, para ensinar verdades espirituais mais profundas.

Então você devia ter confiado seu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros. Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. (Mt. 25:27).

Como na época não havia ariovaldos para implicar com o intenso e livre comércio do império romano, logo o cristianismo foi se espalhando. Um pepino a menos.

Já a fé que Ariovaldo Ramos propaga incita a "luta de classes". Duvida? Dá uma lida:

Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!


Agora me diga qual é o adolescente que, após quatro horas diárias de exposição aos "paulofreirismos" e "vygotskysmos" da doutrinação imposta pelo MEC, não imagina, imediatamente, após ler uma asneira dessas, os tiros, os gritos, as foices, enxadas e picaretas levantadas pela massa que vai adentrando mais uma fazenda e destruindo tudo pelo caminho, em nome da "justiça social" ariováldica?


Este é só um exemplo do que podemos encontrar em seus artigos e pregações. Já tentei dialogar com um discipulinho de Ariovaldo Ramos, membro do
EPJ e da tal Rede Fale, patotas para as quais Ariovaldo é ídolo e mentor. A figura chegou a dizer que comércio é pecado, cheio de si. A quem mostrei trechos do "debate", ouvi conclusões similares: "Ele é doente. E burro demais". São os frutos cognitivos do socialismo. Nem por isso, Ariovaldo deixa de passar em seu blog o número de sua conta no Bradesco, para receber contribuições.

Amigo de sofistas rasteiros, símbolos do latrinário liberalismo teológico tapuia, como Ed René Kivitz e Caio Fábio, que ele garante que é uma pessoa extraordinária, Ariovaldo Ramos chama toda essa mistura abominável entre comunismo e falácias pseudobíblicas de "Missão Integral".
 
Noutro texto, todo bicudo, dando indiretas receoso em citar o MSM, Ariovaldo resmunga:

Ah, ele parece saber o que é debate intelectual. A dialética erística Ariovaldo usa sem parar. Já silogismos com um mínimo de rigor... aí é mais difícil. Mas ele quer falar em justiça, e beija Hugo Chávez. Quer falar no valor da vida humana, e defende o aborto. Quer falar em fé cristã, mas defende Lula, anda com Caio Fábio, Ed René Kivitz e toma as dores de Marina Silva, a melancia (verde por fora, vermelha por dentro) da "Bléia", que chorou ao assistir Avatar, aquela celebração do panteísmo eco-chato.

Antes de falar em "debate intelectual", Ariovaldo Ramos ainda precisa entender o que é o princípio epistemológico da não-contradição. Principalmente se quiser realmente ser considerado um cristão, que entende e obedece às Sagradas Escrituras.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os Progressistas venceram na terça-feira (Jonah Goldberg)

Jonah Goldberg
Os Progressistas venceram na terça-feira.

Eu não estou falando das pessoas que votaram nos Democratas que se chamam de "progressistas". Embora eles tenham vencido também.

Eu estou querendo dizer dos Progressistas que estiveram travando um esforço secular para transformar o nosso “governo de estilo Americano” em um “Estado de estilo Europeu”.

As palavras "Governo" e "Estado" são muitas vezes usadas​ como sinônimos, mas são coisas muito diferentes. De acordo com a visão dos Fundadores (americanos), o povo é soberano e o governo nos pertence. Sob o conceito Europeu do estado, as pessoas são criaturas do Estado, significativas apenas como partes de um todo.

Esta versão Europeia do Estado pode ser agradável. Pode-se viver confortavelmente sob isso. Muitas pessoas decentes e inteligentes sinceramente acreditam que este é o caminho intelectual e moralmente superior de organização de uma sociedade. E, para ser justo, não é uma coisa binária. A linha entre os modelos europeu e americano é embaçada. A França não é uma distopia Huxleyana e a América não é e nunca foi uma utopia de anarquistas, nem conservadores querem que seja assim.

A distinção entre as duas visões de mundo é mais um desacordo sobre os pressupostos de quais instituições devem assumir a liderança em nossas vidas. É um argumento sobre como deveriam ser os hábitos do coração americano. Devemos viver em um país onde o primeiro recurso é apelar para o governo, ou devem ser reservadas intervenções governamentais como último recurso?

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Esses pressupostos são formados e informados pela retórica política. O presidente Obama fez uma campanha insistindo que os Democratas acreditam que "estamos todos no mesmo barco" e que os Republicanos acham que deve ser "se virar sozinho" não importam as dificuldades que você enfrenta. Nós somos os “guardiões” de nossos irmãos e irmãs, segundo Obama, e o Estado é como nós "cuidamos" um do outro. O vídeo introdutório na Convenção Nacional Democrata proclamou: "Governo é a única coisa a que todos nós pertencemos."

Exatamente 100 anos antes da vitória da reeleição de Barack Obama, Woodrow Wilson foi eleito presidente pela primeira vez. Era convicção de Wilson que o antigo entendimento americano de governo precisava ser europeizado. A chave para esta transformação foi convencer os americanos de que todos devem "casar os nossos interesses com o Estado."

O principal obstáculo para esta missão é a família. A família, entendida corretamente, é uma fonte autônoma de sentido para nossas vidas e o principal local onde nós nos sacrificamos pelos outros cooperando com eles. É também a base para as comunidades locais e engajamento social. Como o cientista social Charles Murray gosta de dizer, “os homens solteiros raramente voluntariam-se para treinar equipes de futebol infantil”.

O Progressismo sempre olhou para a família com ceticismo e, ocasionalmente, com hostilidade. O Reformador Charlotte Perkins Gilman esperava a libertação das crianças apoiadas pelo Estado para destruir "a tirania desmarcada. . . do lar privado” . Wilson acreditava que o objetivo da educação era fazer as crianças o mais diferente possível de seus pais. Hillary Clinton, que se define como uma progressista moderna, e não uma liberal, uma vez disse que devemos ir além da noção de que há "algo como filho de alguém".

Uma das duras lições da vitória de Obama é até que ponto o Partido Republicano tornou-se um partido para os casados e para os religiosos. Se apenas as pessoas casadas votaram, Romney teria vencido como um deslizamento de terra. Se apenas pessoas casadas religiosas votaram, você precisa de uma palavra que signifique algo muito maior que um deslizamento de terra. Obviamente, Obama obteve alguns votos de casados e religiosos (estas pessoas podem casar os seus interesses com o Estado também), mas de uma maneira geral, a coalizão de Obama depende fortemente de pessoas que não vêem a família ou a religião como fontes rivais ou superiores (ao Estado) para a ajuda material ou autoridade moral.

O casamento, particularmente entre a classe trabalhadora, já saiu de moda. Em 1960, 72 por cento dos adultos eram casados. Hoje, apenas metade são. Os números para os negros são muito mais gritantes. Os ricos ainda se casam e esta é uma grande razão pela qual eles estão bem de vida. "São os americanos privilegiados que estão se casando e casar os ajuda a permanecerem privilegiados", diz Andrew Cherlin, um sociólogo da Universidade Johns Hopkins, ao New York Times.

A religião também está diminuindo drasticamente nos Estados Unidos. O Gallup encontra uma freqüência regular à igreja de até 43 por cento dos norte-americanos. Outros pesquisadores acham que pode ser menor que a metade.

No rescaldo da pesada urbanização e industrialização americana, e diante de uma brutal desaceleração econômica, Franklin D. Roosevelt prometeu lutar pelo "homem esquecido" - o americano que se sentiu perdido em meio ao caos social da época. Obama fez campanha para "Julia" - a mãe rica solteira que não tinha família e nenhuma fé ostensiva à qual recorrer.

Em suma, o povo americano está começando a parecer com os europeus e, como resultado, eles querem uma forma europeia de governo.

Jonah Goldberg é editor da National Review Online e professor visitante do American Enterprise Institute. Você pode escrever a ele por e-mail em JonahsColumn@aol.com, ou via Twitter @ JonahNRO. © 2012 Tribune Media Services, Inc.


domingo, 11 de novembro de 2012

CUBA, A ILHA ROMÂNTICA QUE NINGUÉM QUER IR MORAR, COMEÇA SUA ABERTURA -

PARCERIA COM  ODEBRECHT MARCA ABERTURA DA AGRICULTURA DE CUBA NO EXTERIOR


Fernando Ravsberg
Da BBC Mundo em Havana

Contrato da Odebretch para administrar a central açucareira deve vigorar por 13 anos


A empreiteira brasileira Odebrecht vai administrar uma central de colheita de cana e produção de açúcar em Cuba, marcando a abertura do setor agrícola da ilha a investimentos estrangeiros.

O negócio foi confirmado pelo o embaixador brasileiro em Cuba, José Felício, durante uma entrevista à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Segundo ele, os investimentos brasileiros no país estão crescendo rapidamente graças a um crédito de “cerca de US$ 1 bilhão, ou talvez um pouco mais, com o porto e com créditos para aquisições”.

O contrato para administrar a central açucareira “5 de Setembro” vai vigorar por 13 anos. Outras três empresas estrangeiras estariam negociando acordos similares, mesmo diante do embargo americano, que prevê sanções a quem investir nas propriedades cubanas nacionalizadas.

Desde a Revolução Cubana, em 1959, o agronegócio do país não recebe verba de outros países. Na época, a atividade foi totalmente nacionalizada, incluindo muitos engenhos que eram controlados pelos Estados Unidos.

A indústria açucareira foi, desde a época colonial, o motor da economia cubana. No entanto, a partir da crise econômica dos anos 90, entrou em decadência, reduzindo a produção que nos anos 80 era de 7 milhões de toneladas para 1,38 toneladas na colheita de 2011.

Mudanças
Na tentativa de revitalizar o setor, o governo colocou à frente do ministério da Agricultura um dos generais mais reconhecidos do país, mas depois acabou dissolvendo o ministério, o transformando em um grupo empresarial. Mas nenhuma das medidas teve êxito para alcançar nem mesmo as modestas metas anuais.

Autorizar a Odebrecht a investir e administrar uma central açucareira é uma mostra da importância que o governo cubano vem dando às relações com o Brasil, que no momento também está construindo a maior obra do país, o porto de Mariel, ao custo de US$ 800 milhões.

Segundo o embaixador brasileiro, a estratégia regional do Brasil é aproveitar o bom momento econômico para impulsionar toda a região, visto que o país não poderia crescer à margem de seus vizinhos mais pobres, “porque o que aconteceria é a pobreza se espalhar”.

Ele acrescentou que Cuba pensa em produzir eletricidade com o bagaço da cana. “Nós temos experiência, nossas plantas são eficientes e talvez se consiga algum crédito brasileiro para importar caldeiras e turbinas para produzir eletricidade”.
Apesar de muitas especulações no passado, não havia até então investimentos na agricultura cubano. O fato de esse setor estar totalmente nas mãos cubanas era percebido por alguns como um símbolo de soberania nacional.

Biocombustível
Outro problema enfrentado pelo governo cubano era o fato de muitos investidores estrangeiros quererem produzir açúcar para gerar biocombustíveis, algo que o ex-presidente Fidel Castro havia dito, publicamente, que era radicalmente contra.

O que ocorreu então foi que o governo deixou de lado a agroindústria no país, reduzindo sua produção para a metade – 70 centrais foram fechadas e milhares de trabalhadores foram relocados.

A medida teve o impacto de um tsunami social, que acabou transformando os povoados ao redor dos engenhos em cidades-fantasma.

Durante a primeira metade do século 20, os Estados Unidos compraram uma cota de açúcar de Cuba com preços preferenciais, o que permitia manter um nível estável e rentável de vendas. No entanto, esse acordo chegou ao fim com o triunfo da revolução.

Golpe
A reforma agrária nacionalizou as centrais açucareiras e as terras que pertenciam a empresas americanas. Washington reagiu eliminando a “cota” e deixando de comprar açúcar de Cuba – um golpe que poderia ter sido fulminante para a economia da ilha.

Nesse momento, foi determinante a entrada da União Soviética no jogo, já que ela comprou toda a produção açucareira de Cuba a preços ainda mais preferenciais do que os oferecidos aos EUA.

Dessa maneira, o setor agrícola cubano sobreviveu, assim como a recente revolução. Mas o fim da União Soviética mergulhou o setor açucareiro cubano em uma grave crise. Durante seu governo, Fidel Castro decidiu então a cortar pela metade as 150 centrais que haviam no país.

Fonte: Tarauacá Notícias

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